Dr. Bruno Fernandes durante cirurgia de tumor cerebral

Tumores Cerebrais e da Hipófise

Um achado no exame de imagem não é uma sentença. É o começo de uma investigação. E ela precisa das mãos certas.

  • Meningioma
  • Glioma
  • Tumor de Hipófise (Adenoma)
  • Metástase Cerebral
  • Schwannoma / Neurinoma
  • Lesão Expansiva a Esclarecer

Cirurgia guiada por neuronavegação, técnicas minimamente invasivas e planejamento individualizado para tumores do cérebro e da hipófise.

Um achado de tumor cerebral ou da hipófise no exame de imagem nem sempre exige cirurgia imediata. Em Aracaju, o Dr. Bruno Fernandes avalia o caso e define a conduta, entre acompanhamento, cirurgia guiada por neuronavegação e técnicas minimamente invasivas ou radiocirurgia, conforme o tipo, o tamanho e a localização da lesão.

Autor: Dr. Bruno Fernandes, CRM-SE 3918 · RQE 3496 — Publicado em 06 de agosto de 2026 · Revisado em 06 de agosto de 2026

Recebeu um laudo com uma dessas palavras?

Se o seu exame de ressonância ou tomografia trouxe termos como lesão expansiva, lesão com efeito de massa, processo expansivo, realce pelo contraste, meningioma, glioma, adenoma hipofisário, lesão intra-axial ou extra-axial, é natural que o medo tenha vindo antes de qualquer explicação. Nem todo tumor cerebral é câncer. Muitos são benignos, de crescimento lento, e alguns nem precisam de cirurgia imediata, apenas acompanhamento. A palavra do laudo não é o diagnóstico final. Ela é uma hipótese que precisa ser interpretada dentro do quadro clínico completo, já que a conduta muda muito conforme o tipo, o tamanho e a localização. O que define o seu caso não é o susto do laudo. É uma avaliação neurocirúrgica que traduza a imagem em um plano.

Quero que um neurocirurgião analise meu exame

Entendendo os termos do seu laudo

Um glossário rápido para reduzir a angústia da leitura, lembrando que só a avaliação médica dá o significado real ao seu caso:

Lesão expansiva / efeito de massa

Descrevem algo que ocupa espaço e empurra estruturas vizinhas. Indicam a presença de uma lesão, mas não dizem, sozinhos, se ela é benigna ou maligna.

Intra-axial vs. extra-axial

Intra-axial significa dentro do tecido cerebral (a maioria dos gliomas); extra-axial, fora dele, comprimindo o cérebro por fora (meningiomas, por exemplo). Orienta boa parte da estratégia cirúrgica.

Meningioma

Tumor que nasce das membranas que envolvem o cérebro (meninges). A maioria é benigna e de crescimento lento; a conduta varia de acompanhamento a cirurgia ou radiocirurgia.

Glioma

Grupo de tumores originados nas células de sustentação do cérebro, com comportamento que varia de baixo a alto grau. O planejamento é altamente individualizado.

Adenoma hipofisário

Lesão na glândula hipófise, na base do crânio. Muitos são benignos; podem alterar hormônios ou comprimir estruturas próximas. Boa parte é operada por via minimamente invasiva pelo nariz.

Schwannoma / neurinoma

Tumor benigno de nervos, frequentemente tratável por microcirurgia ou radiocirurgia.

Metástase

Lesão originada de um tumor de outro órgão. Exige abordagem conjunta com a oncologia; cirurgia e radiocirurgia têm papéis bem definidos.

O que são tumores cerebrais e da hipófise?

Tumor cerebral é o crescimento anormal de células dentro do crânio. Ele pode ser primário (originado no próprio sistema nervoso, como meningiomas, gliomas e adenomas de hipófise) ou secundário e metastático (originado em outro órgão). Tumor também não é sinônimo de câncer: há lesões benignas e malignas, e o comportamento varia enormemente entre elas.

A localização importa tanto quanto o tipo. Uma lesão pequena em uma área nobre (fala, movimento, visão) pode exigir mais cuidado do que uma lesão maior em região silenciosa. Por isso o tratamento é sempre individualizado: não existe conduta de prateleira para tumor cerebral.

Como a cirurgia moderna tornou-se mais segura e precisa

Neuronavegação

Funciona como um GPS cirúrgico: integra as imagens de ressonância e tomografia do paciente a um sistema que mostra, em tempo real e com precisão milimétrica, onde está o instrumento em relação ao tumor e às estruturas nobres.

Cirurgia minimamente invasiva

Sempre que o caso permite, opta-se por acessos menores e menos traumáticos. O objetivo é o mesmo resultado oncológico com menos dor, menos tempo de internação e recuperação mais rápida.

Cirurgia endoscópica transesfenoidal

Boa parte dos tumores de hipófise é operada pelo nariz, com endoscópio, sem cortes no rosto ou na cabeça.

Microscopia e monitorização

O uso de microscópio cirúrgico e, quando indicado, da monitorização neurofisiológica aumenta a segurança em lesões próximas a áreas nobres. Em casos selecionados, a cirurgia com o paciente acordado permite preservar funções críticas.

Radiocirurgia

Nem todo tumor precisa de bisturi. A radiocirurgia entrega radiação com precisão submilimétrica e, para certos tumores, como meningiomas pequenos, schwannomas e algumas metástases, pode ser a melhor opção ou um complemento à cirurgia. Trabalho com as duas modalidades, acelerador linear e Gamma Knife, e a escolha entre elas faz parte do planejamento.

Nem todo tumor precisa de bisturi. Entenda quando a radiocirurgia substitui a cirurgia aberta.

Sinais e sintomas que merecem avaliação

  • Dor de cabeça nova, progressiva, pior pela manhã ou que desperta durante a noite
  • Crises convulsivas de início na vida adulta
  • Perda de força, dormência ou alteração da fala
  • Alterações visuais, como perda de campo visual ou visão dupla
  • Alterações hormonais inexplicadas, na suspeita de tumor de hipófise
  • Mudanças de comportamento, memória ou concentração percebidas pela família
  • Desequilíbrio, tontura persistente ou perda auditiva de um lado
  • Um achado incidental de lesão em exame de imagem, mesmo sem sintomas

A presença de um sintoma não confirma tumor, e a ausência de sintomas não descarta a necessidade de acompanhamento. A avaliação especializada é o que traz a resposta.

Como funciona o cuidado, do exame ao tratamento

  1. 01

    Análise da imagem e da história

    Revisão criteriosa da ressonância ou tomografia junto ao quadro clínico. Exames complementares podem ser necessários para caracterizar a lesão.

  2. 02

    Definição da estratégia

    Nem todo tumor é operado de imediato. As opções vão de acompanhamento vigilante a cirurgia, radiocirurgia ou combinação de abordagens.

  3. 03

    Planejamento cirúrgico

    Quando a cirurgia é indicada, as imagens são integradas à neuronavegação e o acesso é planejado para máxima segurança e menor impacto.

  4. 04

    Cirurgia

    Realizada com os recursos de precisão adequados a cada caso: neuronavegação, microscopia, monitorização, via endoscópica.

  5. 05

    Diagnóstico definitivo e seguimento

    A análise do tecido fecha o diagnóstico e orienta os próximos passos. O acompanhamento com exames de imagem seriados faz parte do cuidado a longo prazo.

Meu laudo diz "lesão expansiva". Isso é câncer?

Não necessariamente. Lesão expansiva ou efeito de massa apenas descreve algo que ocupa espaço e desloca estruturas: pode ser um tumor benigno, maligno ou mesmo uma lesão não tumoral. Só a avaliação médica define a natureza da lesão.

Todo tumor cerebral precisa de cirurgia?

Não. Muitas lesões, especialmente meningiomas pequenos e alguns achados incidentais, podem ser apenas acompanhadas com exames periódicos. Outras têm na radiocirurgia sua melhor opção, sem necessidade de abrir o crânio.

Tumor de hipófise: é verdade que opera pelo nariz?

Sim, na maioria dos casos. A via endoscópica transesfenoidal alcança a hipófise através da cavidade nasal, sem cortes externos. É um procedimento consagrado, com recuperação em geral mais rápida que as cirurgias tradicionais.

O que é neuronavegação e por que ela importa para mim?

É um sistema que usa as suas próprias imagens para guiar o cirurgião em tempo real, com precisão milimétrica. Na prática, pode significar uma incisão menor e a chance de remover mais lesão preservando o tecido saudável ao redor.

Vou ficar com sequelas? Vou perder alguma função?

O risco depende inteiramente da localização e do tipo do tumor. Para minimizá-lo, existem recursos como monitorização neurofisiológica e, em casos selecionados, cirurgia com o paciente acordado. Os riscos específicos são explicados individualmente antes de qualquer decisão.

Quanto tempo de internação e de recuperação?

Varia bastante conforme o tipo de cirurgia. Procedimentos minimamente invasivos e endoscópicos costumam ter internação e recuperação mais curtas.

E se for metástase? Quem cuida?

Metástases cerebrais são tratadas em conjunto com a oncologia. A cirurgia e a radiocirurgia têm papéis bem definidos e se integram ao tratamento oncológico do tumor de origem.

Posso enviar meu exame antes da consulta?

Em parte dos casos, sim, sobretudo para quem vem do interior ou de outro estado e precisa saber se a viagem se justifica agora. Como o site não possui área de envio de arquivos, isso é combinado diretamente com a secretaria pelo WhatsApp, que orienta o formato e o meio adequados para cada situação. De todo modo, o ideal é trazer as imagens originais à consulta: exame comprimido ou fotografado perde informação, e a decisão se apoia na imagem, não no laudo.

O plano de saúde cobre?

O tratamento de tumores cerebrais, cirurgia, radiocirurgia e acompanhamento, possui cobertura prevista para indicações estabelecidas na saúde suplementar. Cada caso exige documentação e justificativa técnica adequadas, e nossa equipe orienta o paciente e a família em todo o processo administrativo junto ao convênio.

Recebi o diagnóstico agora e estou desesperado(a). Qual é o primeiro passo?

Não tomar decisões apressadas com base apenas no laudo. Reúna seus exames, de preferência as imagens, não só os relatórios, e busque uma avaliação neurocirúrgica. Na imensa maioria dos casos, há tempo para investigar e planejar com calma.

Sua dúvida não está entre as perguntas acima? Envie sua pergunta, teremos satisfação em responder.

Enviar minha pergunta

Onde o tratamento acontece

Avaliação, indicação, planejamento e acompanhamento são feitos no consultório, em Aracaju. As cirurgias são realizadas em hospital do corpo clínico: Hospital Primavera, Hospital São Lucas, Hospital Unimed Sergipe ou Hospital Decos, definido conforme o procedimento e o convênio. A radiocirurgia com acelerador linear é realizada na Clinradi, em Aracaju. Os casos com indicação de Gamma Knife são planejados aqui e encaminhados a serviço de referência, com acompanhamento de volta em Aracaju.

Por que a equipe multidisciplinar faz diferença?

O cuidado moderno com tumores cerebrais raramente é obra de um único profissional. Conforme o caso, reúne neurocirurgião, oncologista, radioterapeuta, endocrinologista nos tumores de hipófise, neurorradiologista e patologista. É a discussão conjunta desses especialistas que define a melhor sequência de tratamento, e evita tanto o excesso quanto a falta de intervenção.

Quem conduz o tratamento

Dr. Bruno Fernandes, Neurocirurgião

CRM-SE 3918, RQE 3496

Professor Adjunto de Neurocirurgia da Universidade Federal de Sergipe e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS/UFS). Diretor do Departamento de Radiocirurgia da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).

Residência em Neurocirurgia pela UNIFESP, fellowship em Neurocirurgia Funcional e Radiocirurgia pelo HCor Neurociência, mestrado profissional em Tecnologias e Atenção à Saúde pela UNIFESP, doutorado em Psiquiatria pela USP e doutorado em Ciências da Saúde pela UFS, com observership em neuro-oncologia no MD Anderson Cancer Center, em Houston.

Atuação em neuro-oncologia, cirurgia de base de crânio e hipófise, com uso rotineiro de neuronavegação, videoendoscopia e monitorização neurofisiológica. Doutorado em Psiquiatria pela USP e observership em neuro-oncologia no MD Anderson Cancer Center.

Currículo Lattes completo

Um diagnóstico assusta. Um plano tranquiliza.

Diante de uma lesão cerebral, a pior decisão costuma ser a decisão apressada, e a segunda pior é a paralisia pelo medo. Uma avaliação especializada organiza a informação, define o que é urgente e o que não é, e devolve à família algo essencial: um caminho claro.

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individualizada. Resultados variam de paciente para paciente.

Vídeos sobre tumores cerebrais

Explicações do Dr. Bruno Fernandes sobre diagnóstico e tratamento, direto do canal no YouTube.

Transcrição dos vídeos

Diagnóstico de um tumor cerebral não é sentença de morte!!!

E se eu te dissesse que um diagnóstico de tumor cerebral não é uma sentença de morte, mas o início de uma jornada de esperança? Eu sou Bruno Fernandes, neurocirurgião, e vou te mostrar hoje que conviver com um tumor cerebral é possível, sim, e muitas vezes surpreendente. Nem todo tumor é maligno, e a medicina moderna oferece tratamentos revolucionários que podem transformar completamente o prognóstico dos pacientes. Existem casos de pessoas que não apenas sobrevivem, mas prosperam e vivem com qualidade apesar do diagnóstico. A chave está no diagnóstico precoce, no acompanhamento multidisciplinar e na força de vontade. Alguns tumores podem ser completamente removidos por cirurgia, outros tratados com radiocirurgia ou quimioterapia, e muitos pacientes retornam às atividades normais. A neurociência avançou tanto que hoje podemos fazer intervenções cirúrgicas com precisão milimétrica, preservando ao máximo as funções cerebrais. Cada caso é único, e a localização, o tipo e o tamanho do tumor vão determinar as estratégias de tratamento. O acompanhamento psicológico e o suporte familiar também são cruciais.

Tratamento de tumor cerebral sem cortes?

Tratamento de tumor sem cortes. A radiocirurgia é um método que está redefinindo o tratamento de lesões cerebrais por causa de sua precisão. Sem cortes, essa técnica não invasiva utiliza radiação de alta energia com precisão extrema para tratar tumores cerebrais, focando exclusivamente no alvo e protegendo os tecidos saudáveis ao redor. As vantagens: é minimamente invasiva, o paciente tem uma recuperação mais rápida, precisão excepcional, e oferece uma alternativa para pacientes que buscam evitar a cirurgia convencional ou que por algum motivo não podem operar.

Você sabia que existem diversos tratamentos para tumor cerebral?

Você sabia que existem diferentes tipos de tratamento para tumores cerebrais? Vamos falar sobre os dois principais: a cirurgia convencional e a radiocirurgia. A cirurgia convencional é o método mais comum para a remoção de tumores cerebrais. Nesses procedimentos, o neurocirurgião faz uma incisão no couro cabeludo e uma abertura no crânio para acessar o tumor. Com o auxílio do microscópio e instrumentos especializados, o médico remove o máximo de tumor possível, tomando cuidado para preservar as áreas saudáveis do cérebro. Após a cirurgia, o paciente geralmente permanece no hospital para recuperação e acompanhamento pós-operatório. Já a radiocirurgia é uma técnica não invasiva que utiliza feixes precisos de radiação para controlar o tumor cerebral. Nesse tratamento, o paciente não passa por uma cirurgia aberta: ele é posicionado em uma máquina que direciona os feixes de radiação diretamente no tumor, poupando o tecido cerebral saudável ao redor. A radiocirurgia geralmente é realizada em uma sessão única, e o paciente retorna para casa no mesmo dia.

Tumores malignos x Tumores benignos

Imagine seu cérebro como uma cidade gigante, com bilhões de células, onde cada uma sabe o exato momento em que deve começar a se multiplicar e quando deve parar de crescer. Acontece que algumas dessas células começam a ignorar os sinais de controle e crescem de maneira desordenada, como um prédio sendo construído no lugar errado. Crescendo, começam a comprimir regiões importantes, e aí surgem sintomas como dor de cabeça, dificuldade visual, dificuldade da fala, fraqueza de um lado do corpo. Mas nem todo tumor é maligno: temos também os tumores benignos, que são como um vizinho mal-educado, incomoda mas não invade sua casa. Os tumores benignos crescem, ocupam espaço, mas não invadem nem destroem as células vizinhas. Já os tumores malignos invadem e destroem, trazendo grandes problemas para os pacientes. O importante é que quanto mais rápido se faz o diagnóstico, mais rápido se age, e melhor a chance de um resultado satisfatório.